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Fiscalização e punição

13 de Setembro | 11:17

Autor: Michel Ferreira Fonte: Redação / Assessoria Foto: Divulgação

'Operação Abafa' combate queimadas e desmatamento ilegal em Nova Ubiratã e outras duas cidades

Nova Ubiratã foi o município escolhido para o início da “Operação Abafa” que visa, entre outros, a identificação e notificação de produtores rurais responsáveis por desmatamentos e queimadas ilegais durante o período proibitivo que vai de 15 de julho.

 

A operação também será estendida aos municípios de Vera e Feliz Natal.

 

Desencadeada pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sob comando do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros, a operação mobiliza 21 agentes que contam com um aparato de 9 viaturas, 03 aeronaves, sendo dois aviões e um helicóptero, além de 01 caminhão Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM).

 

Da base móvel, os agentes recebem em tempo real imagens de satélites que comprovam a degradação ambiental. Posteriormente as informações são repassadas para as equipes de campo formadas por militares do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, agentes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Sema.

 

“O plano de operações para temporada de incêndios florestais 2018 tem fases distintas. A primeira delas começa em janeiro com a capacitação de agentes de diversas frentes e a conscientização da população. Passado esse processo quando as temperaturas estão bem elevadas [na casa dos 40 ºC] damos início a fase de respostas e concomitantemente a isso a de responsabilização. Que, aliás, é que estamos fazendo neste momento em Nova Ubiratã”, explica o Comandante do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros, Tenente-coronel, Dércio Santos da Silva.

 

Ainda de acordo com o oficial, durante a última etapa do processo os dados obtidos por meio de imagens de satélite são confrontados com a fiscalização 'in loco'.

 

“Com base nas imagens e coordenadas geográficas nós geramos relatórios diários que posteriormente são repassados para as equipes de campo. Cabe a eles emitir o laudo pericial e posteriormente um relatório que chamamos de nexo causal, ou seja, á partir daí está comprovado que houve um desmate ou uma queimada ilegal naquela área. Essas informações são repassadas para a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (DEMA) que é o órgão responsável em propor o processo crime em desfavor dos respectivos autores”, diz.

 

Na avaliação do comandante, apesar de gerar certo ‘desconforto’ entre a classe produtora a punição é a melhor forma para evitar a reincidência do crime ambiental.

 

“A punição faz parte do processo de maturidade das pessoas assim como das instituições e a Operação Abafa está inserida neste contexto. O produtor que pratica atos ilegais contra o meio ambiente, em especial durante o período proibitivo de queimadas, deve ser responsabilizado pelos seus atos. Afinal de contas os incêndios discriminatórios trazem uma série de prejuízos à economia do país e a sociedade de modo em geral. Como por exemplo, a interrupção da distribuição da energia elétrica, engavetamento graves em rodovias estaduais e federais ocasionados devido ao acúmulo de fumaça e claro os problemas de saúde que anualmente afetam milhares de pessoas, em especial crianças de colo e idosos”, asseverou o militar que antes da operação se reuniu com a vice-prefeita e os secretários municipais de Governo e Meio Ambiente, respectivamente, Eliani de Freitas Roman Ross, Arnon Soares Vandes e Ari Antônio Basso.

 

“Por quase duas décadas Nova Ubiratã encabeçou a lista de cidades com maior número focos de queimadas no Estado. Atualmente nossa realidade felizmente é outra, isso graças ao trabalho de conscientização desenvolvido pela Administração Municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, ao apoio da classe estudantil e da sociedade em geral. Nosso intuito é possibilitar uma produção agrícola sustentável e dessa forma garantir a manutenção das riquezas naturais e principalmente a Saúde do nosso povo”, assinalou a vice-prefeita do município.

 

O resultado parcial de operação será divulgado no encerramento da operação, previsto para ás 17h de hoje.

 

Redução considerável

Um relatório emitido pela Diretoria Operacional do Batalhão de Operações Ambientais Emergenciais, apontou que este ano houve redução de 21,35% dos focos de calor em comparação com o mesmo período de 2017.

 

Em relação a média dos últimos 10 anos, Mato Grosso apresentou um decréscimo de aproximadamente 23,88% a nível nacional.

 

Já o município de Nova Ubiratã registrou redução de 40% dos focos de calor no período que compreende os dias 15 de julho a 13 de setembro (2018).

 

itiraf et sormam lazim Odtululer Dershanesi