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ECONOMIA DE ATÉ 70%

08 de Agosto | 11:35

SECRETARIA: Agricultura

Autor: Michel Ferreira Fonte: Ascom Foto: Divulgação

Prefeitura disponibiliza máquinas e assistência técnica para incentivar produção de pescado em Nova Ubiratã

Agricultura de precisão e piscicultura de alto desempenho; assim podemos descrever o setor produtivo de Nova Ubiratã.

 

Com clima propício e geografia de solo favorável o município tem se destacado também na produção de pescado.

 

Segundo dados da secretaria municipal de Agricultura, em 2016 foram produzidos mais de 200 toneladas de pescado e apesar da grande demanda local boa parte do produto foi exportado para estados como São Paulo e Goiás. 

 

Entre as espécies favoritas dos produtores ubiratãenses estão; o pintado, tambaqui, Tabatinga, piau e pacu caranha.

 

De olho nesse mercado promissor e lucrativo, muitas famílias têm investido no setor, porém devido ao alto custo do investimento muitos projetos nem chegam a sair do papel.

 

Atenta a essa realidade a administração municipal, por meio da secretaria de Agricultura, desenvolveu um programa que prevê a construção de tanques além de assistência técnica e comercial para quem deseja ingressar no ramo.

 

Com a iniciativa o poder público pretende reduzir em até 70% os custos de implantação e ampliação de lâminas d’água e aumentar a produção para 250 toneladas/ano.

 

O programa foi apresentado, no início do mês, para cerca de 30 pequenos produtores rurais do Distrito de Piratininga. Na ocasião foi criada a primeira Associação Provisória de Piscicultores da Região.

 

“Nosso objetivo é fortalecer a cadeia produtiva e o primeiro passo é regularizar o setor. Com isso a prefeitura estará apta a fazer a doação de serviços como o de assistência técnica e o empréstimo de maquinários para a construção dos tanques de peixes”, explica o secretário municipal de Agricultura, Paulo Centurião.

 

O gestor ainda destacou o empenho de parceiros, entre eles a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf).

 

“É um programa inovador e que está sendo colocado em prática graças ao apoio de parceiros como o cartorário Bruno Becker, responsável pela regularização das associações, e do secretário estadual Suelme Evangelista Fernandes que já se prontificou em auxiliar na comercialização do pescado”, complementa.

 

De acordo com o engenheiro de pesca e responsável pelo suporte técnico do município, Jailson Baumgartner, dentre os serviços já oferecidos pela prefeitura estão; projeto da licença de outorga d’água, demarcação e acompanhamento na construção dos tanques, manejo de produção de pescado, incluindo a parte de adubação, calcareamento e fechamento de alevinos.

 

“É uma assistência técnica bastante complexa que vai desde a aquisição dos alevinos até a destinação final do produto, ou seja, a venda para o setor varejista e atacadista”, assinala.

 

Para o vereador e morador da comunidade, Nilton Parizotto (Pinga), a iniciativa demonstra o comprometimento da gestão público com os pequenos produtores rurais do município.

 

“Alguns produtores já vem lidando com a piscicultura há vários anos, mas sem o suporte necessário não conseguiam alavancar seu negócio. Com a chegada do engenheiro de pesca [Jailson Baumgartner] eu notei que as coisas felizmente mudaram, os parceleiros estão empolgados com o projeto”, aponta o parlamentar.

 

Também participaram da reunião o vereador Adilson Luiz da Silva e o ex-vereador e morador da comunidade, Valdemiro Furst (Miro).

 

Unidade de Referências Tecnológicas

Para viabilizar o projeto, a administração pública investiu na capacitação e aperfeiçoamento da equipe técnica.

 

Em maio deste ano, o Tecnólogo em Agronegócio, Rafael Fernandes, e o Médico Veterinário, Pedro de Souza, concluíram a primeiro módulo do curso de Capacitação Continuada de Técnicos da Cadeia Produtiva da Piscicultura, realizada em Sinop através de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental do Alto do Teles Pires (Cidesa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).

 

A iniciativa possibilitará, dentre outras, a instalação de uma Unidade de Referências Tecnológicas (URT) no município.

 

“A capacitação nos habilita a atuarmos mais efetivamente junto ao setor de pescado. Hoje nós podemos fazer levantamentos in loco com o produtor e encaminhar as demandas para nosso engenheiro de pesca o que resulta em agilidade dos serviços prestados”, assegura Fernandes.