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POR 6 VOTOS A 3

09 de Novembro | 10:34

Autor: Rafael Sousa Fonte: Site: Ubirata24horas Foto: Divulgação

Câmara de Nova Ubiratã aponta manobra política e barra CPI requerida por pai de vereador

Por 6 votos à 3, a Câmara de Vereadores de Nova Ubiratã rejeitou a abertura de CPI  (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o prefeito em exercício, Valdenir José dos Santos (PSDB).

 

A votação ocorreu, na manhã desta quarta-feira (08), durante sessão extraordinária aberta ao público.

 

Requerido pelo empresário Dário Gregório Setter, pai do vereador Diogo Hilário Feijó Setter (PSD), baseado em denúnica feita ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que apontam supostas irregularidades referentes aos contratos firmados com as empresas Ecol Engenharia e Construções Limitadas, Shaullin Transportadora e Revendedora Retalhista Ltda, Auto Posto Nova Ubiratã e Lham Publicidade, todas sediadas em Sorriso.

 

Esta última contratada mediante processo licitatório, conforme estabelece lei federal que regulamenta a contratação de agências de propaganda e publicidade.

 

No entendimento da maioria dos parlamentares, a propositura tem cunho político e visa prejudicar o andamento da administração municipal.

 

“Tem prefeito anterior que não se conformou em ter perdido a eleição e 'vem por trás' manipulando. Tirei minhas conclusões conversando com as pessoas na rua (...) a cada dez pessoas uma era a favor e nove contra [abertura de CPI]. Eu acho que não adianta nós começarmos a empatar o desenvolvimento da nossa cidade”, disparou Ney da Madeireira (PPS), único vereador da bancada de oposição a votar contrário ao pedido.

 

“O vereador tem que ser um fiscal do poder público, da administração e da gestão de cada prefeito. Porém a meu ver essa fiscalização tem sido feita com caráter antigovernista, aliás isso ocorreu na gestão passada e até na gestão do antigo prefeito” completa o vereador da bancada de situação, Nilton Parizotto, se referindo ao colega de parlamento Claudir Antônio Rizzo (PDT).

 

Já o presidente do Poder Legislativo, Heder Sais Machado, questionou o alto investimento caso a CPI fosse instaurada.

 

“A Câmara de Vereadores firmou o compromisso de devolver parte de seu recurso para auxiliar na aquisição de duas ambulâncias que serão destinadas a comunidades rurais”, disse.

 

Especula-se que valor gasto com a contratação de uma assessoria jurídica poderia ser superior a R$ 100 mil.

 

Para abrir a comissão de inquérito seriam necessários os votos de 2/3 do parlamento, ou seja, 6 vereadores. O regimento interno da casa ainda prevê que que o presidente participe da votação em casos de recebimento de denúncias.

 

Segundo o prefeito do município, Valdenir José dos Santos, o entendimento da Câmara de Vereadores seguiu o anseio da sociedade.

 

“A sociedade não quer compactuar com essa antiga politica da perseguição, os moradores querem soluções, o desenvolvimento da nossa cidade e representantes que façam jus aos salários que merecem”, desabafou o gestor que na ocasião estava acompanhado por dezenas de apoiadores políticos.

 

2º PEDIDO

Durante a solenidade a câmara também reprovou, por 7 votos a 1, a abertura de CPI contra o vereador Claudir Antônio Rizzo acusado de uso ilegal de veículo público. Neste caso o vereador alvo do requerimento fica impedido de votar.

 

Protocolado pelo assessor de comunicação social e imprensa da prefeitura do município, Michel Ferreira de Souza, o requerimento sugeria a perda de mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar.

 

O único voto favorável ao pedido veio da vereadora Elaine Cristina Teixeira (PMB) seguindo parecer do Ministério Público Estadual (MPE) que abriu ação civil pública contra Rizzo.