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Costurando Sonhos

06 de Março | 11:35

Autor: Michel Ferreira Fonte: Ascom Foto: Diego Hubner

Prefeitura investe em fábrica de confecções para garantir inserção de mulheres ao mercado de trabalho

A dona de casa e ex-motorista Maria Gomes dos Santos, de 50 anos, viu sua vida mudar completamente depois que um problema de saúde afastou seu marido das atividades profissionais.

 

Mãe de dois filhos, ela precisou abandonar e carreira para se dedicar exclusivamente a recuperação do companheiro. Deste então a família passou a sobreviver apenas com um benefício concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

 O perfil da dona de casa é semelhante ao de outras 16 mulheres escolhidas para integrarem o Projeto Japuíra implantado no distrito Parque Água Limpa, situado a 90 quilômetros de Nova Ubiratã.

 

Idealizado por meio de uma parceria entre a prefeitura municipal e o Instituto Mato-grossense de Algodão (IMAmt), o projeto prevê a inserção ao mercado de trabalho e a geração de emprego e renda através da fabricação de confecções.

 

Carinhosamente batizada de “Costurando Sonhos”, a fábrica é composta por máquinas modernas e uma vasta variedade em matéria prima. A inauguração do espaço ocorreu na manhã foi inaugurada nesta sexta-feira (09).

 

A inauguração do espaço foi realizado na manhã desta sexta-feira (09) e contou com a presença de moradores da comunidade, comerciantes, representantes das empresas e entidades parceiras além de membros dos poderes executivo e legislativo.

 

“A geração de emprego e renda está entre as prioridades da gestão municipal. Nosso desejo é que vocês aproveitem ao máximo essa oportunidade e se transformem em grandes empreendedoras afinal de contas o sucesso desse projeto depende de cada uma das senhoras”, enalteceu o prefeito do município, Valdenir José dos Santos.

 

“Hoje estamos dando início a uma nova fase na vida de cada uma de vocês. Não será fácil, mas se continuarmos trabalhando em conjunto em breve iremos colher os frutos desse projeto pioneiro e muito promissor. Nossa meta é, em breve, expandir o projeto para a sede do município e assim contemplarmos um número ainda maior de pessoas”, reforçou o secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, Wellyngton Manoel Miranda Tavares.

 

Sem esconder o entusiasmo a vereadora Elaine Cristina Teixeira, autora da indicação para a implantação do projeto, comemorou o resultado positivo e que segundo ela só foi possível graças à união de esforços.

 

“A inauguração desta fábrica representa a conquista de um sonho que a base de muito trabalho se tornou realidade. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos os parceiros, em especial ao prefeito, secretários e o vereador Adilsinho [Adilson Luiz da Silva] que desde o início abraçou o projeto, articulou juntamente comigo e hoje estamos aqui concretizando esse sonho”, assinala.

 

Em seu discurso o coordenador do Projeto Japuíra, Osmar Rodrigues de Souza, relembrou o processo de aprendizado que tem duração de 90 dias. Já o termo de parceria é mantido por 12 meses podendo ser prorrogado por igual período.

 

“Estamos diante de um investimento de aproximadamente R$ 200 mil, portanto precisamos utiliza-los da melhor maneira possível. Neste primeiro momento iremos estudar o funcionamento das máquinas, noções de segurança e os mais variados moldes. Para isso estamos disponibilizando duas instrutoras e um profissional da área técnica”, pontua o profissional que já participou da formação de mais de 3.500 pessoas.

 

A cerimônia também foi acompanhada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) Neurilan Fraga.

 

A frente da prefeitura de Nortelândia entre os anos de 2009 e 2016, Fraga foi um dos idealizadores do projeto que tinha como objetivo fomentar a economia do município afetado com a drástica redução do número de garimpos.

 

“Quando assumi a gestão de Nortelândia o município atravessava uma das piores recessões econômicas de sua história. Com o fim da extração de diamantes veio o alto índice de desemprego. Precisávamos de outra fonte de renda foi daí que veio a ideia de nos juntarmos ao IMAmt”, relembra.

 

“O começo foi muito difícil, poucas pessoas acreditavam que Nortelândia poderia se tornar um polo de produção. Não tínhamos espaço no competitivo mercado de confecções, mas mesmo assim persistimos. Hoje a realidade é outra, são os empresários do ramo que nos procuram em busca de mão de mão de obra qualificada”, complementa.

itiraf et sormam lazim Odtululer Dershanesi