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NOVA UBIRATÃ

09 de Março | 11:59

Autor: Michel Ferreira Fonte: Ascom Foto: Diego Hubner

Violência doméstica e prevenção de doença são temas de evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

Um crime covarde e quase sempre silencioso; assim a engenheira agrônoma e ativista dos direitos feministas, Cyntia Moleta Cominse, descreveu a situação vivenciada por milhares de mulheres que convivem com a violência doméstica.

 

“Toda e qualquer agressão precisa ser denunciada, seja ela verbal, física ou psicológica. Minha recomendação é que vocês jamais se calem diante de um crime tão covarde como esse”, orientou a ativista durante a palestra “Auto estima e direito a vida sem violência”.

 

Realizado pela Prefeitura de Nova Ubiratã, através das secretarias de Assistência Social e Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, o evento foi prestigiado por centenas de mulheres que em comum anseiam por tratamento igualitário e mais rigidez nos crimes praticados no âmbito familiar.

 

“A mulher tem um papel fundamental na formação da família, portanto nada mais justo que tenhamos um lugar de destaque também na vida pessoal e profissional”, enaltece a vereadora Elaine Cristina Teixeira.

 

Única mulher a ocupar uma vaga no Poder Legislativo Municipal, Elaine voltou a reforçar a importância da participação feminina no setor político.

 

“Não me agrada o fato de ser a única vereadora em Nova Ubiratã (...) eu tenho certeza que se tivéssemos mais mulheres nesta casa muitas decisões impensadas seriam revistas. Teríamos mais acertos do que erros e com isso a credibilidade e o apoio por parte da sociedade”, disse antes de ser interrompida por uma forte salva de palmas.

 

Outra mulher que também defendeu a participação feminina no cenário político municipal foi à vice-prefeita, Eliani de Freitas Roman Ross.

 

Casada, mãe de três filhas e avó de uma neta, a gestora já ocupou cargos importantes como o de vereadora e secretária municipal de Saúde.

 

“Diferente do que alguns pensam eu não ganhei nada ‘de mão beijada’, ao contrário todas as minhas conquistas vieram à base de muito trabalho, dedicação e o apoio da minha família. Essa é a mensagem que eu quero deixar para vocês meninas (...) sonhem, dediquem-se e com certeza todas irão alcançar seus objetivos”, reforçou.

 

Em um dos momentos mais emocionantes da noite, as participantes conheceram a comovente história da professora Carmem Antônia da Silva, de 64 anos.

 

Moradora do distrito de Novo Mato Grosso, a 50 quilômetros da sede, a servidora de carreira contou como conseguiu superar a luta contra um câncer de mama no seio direito.

 

“Quando fui diagnosticada o tumor estava do tamanho de uma ervilha, mas como era evasivo em poucas semanas ele estava maior que uma azeitona”, disse a professora que atua no município desde 1986.

 

Por orientação médica, dona Carmem iniciou imediatamente os tratamentos de quimioterapia e posteriormente o de radioterapia, métodos, respectivamente, sistêmico de aplicação intravenosa e radioterápico a base de radiação ionizante, ambos extremamente eficazes no combate a doença.

 

“Logo no início do tratamento veio à queda de cabelo, mesmo sabendo que aquilo me aconteceria entrei em desespero. Enquanto cortava o que havia sobrado dos meus cabelos não contive as lágrimas, nesse momento eu olhei pelo espelho e vi que a cabeleireira também estava chorando. Foi uma cena inesquecível de emoção e afeto”, relembra com a voz embargada e os olhos lacrimejados.

 

“Eu só venci o câncer graças a dois fatores; o primeiro deles foi o diagnóstico precoce e o segundo o apoio e amor de familiares e amigos. Eu aceitei vir aqui e contar minha história para vocês entenderem a importância dos exames médicos de rotina, ou se preferirem os exames preventivos. A vida é o nosso maior patrimônio, por isso a importância de cuidarmos de nossa saúde”, concluiu dona Carmem sendo aplaudida pelos participantes e amparada por familiares.

 

Dia Internacional da Mulher - A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu nos primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos[1] e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. Inspirada por esse espírito, a líder socialista alemã Clara Zebrino propôs à Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhaga, 1876, a instituição do Dia Internacional da Mulher.

 

Posteriormente, em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram marcadas por manifestações de trabalhadoras russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917.

 

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